‘Dieta para emagrecer’, Ela perdeu mais de 30 kg com a inversão metabólica

14th julho 2017   ·   0 Comentários

A ideia da dieta é fazer com o que corpo use a gordura estocada como fonte de energia. Para Ana Carolina, o método é restrito, mas resultado compensa

Você precisa de energia para se mexer, fazer atividade física, trabalhar…. Essa energia vem de diversos tipos de alimentos e em uma dieta para emagrecer, um dos princípios é gastar mais energia do que se consome para eliminar peso. Entender o que o corpo usa como fonte de energia também é um caminho para entrar em forma e vencer a obesidade.

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Dieta para emagrecer usa como base a inversão metabólica: veja detalhes

Foto: shutterstock 

Seguindo essa ideia, a nutricionista clínica Andressa Reis defende um tipo de dieta para emagrecer que segue o princípio da inversão metabólica. “Normalmente o nosso organismo consome músculo como fonte de energia, e a inversão metabólica é justamente fazer o inverso, ajudando o corpo consumir a gordura estocada para gerar energia, promovendo a perda de peso”, afirma a especialista, criadora da chamada “Dieta dos Reis”.

Segundo Andressa, a dieta é indicada para diversos tipos de pacientes, inclusive para quem sofre de obesidade. Quanto mais gordura estocada, mais energia para ser gerada. Isso também significa resultados mais rápidos.

Cardápio restrito

O método propõe um ajuste na alimentação para que o organismo receba, por exemplo, menos cardoidratos, geralmente o que vira energia, e com isso busque outras fontes para se manter, como as gorduras. A proteína vira a base da alimentação.

Ana Carolina mostra antes e depois da dieta para emagrecer

Ana Carolina mostra antes e depois da dieta para emagrecer

Foto: Arquivo pessoal 

Ana Carolina Martins de Souza Seriani seguiu a dieta para emagrecer e já conseguiu eliminar 33,3 kg, mas confessa que o processo não é simples. “O método é restrito mesmo”, afirma. No começo, Ana Carolina pesava 105,8 kg e precisou cortar diversos alimentos no cardápio. A alimentação dela incluia apenas vegetais, proteínas magras, como por exemplo peixe branco, frango, carne vermelha magra e ovos e o azeite como fonte de gordura. Nada de carboidrato ou qualquer besteira.

“Fiquei muito irritada nas primeiras semanas, com os nervos a flor da pele”, diz Ana Carolina. Para complicar ainda mais o cenário, ela começou a dieta no final do ano, época de ceias fartas e muitas guloseimas. “Ter começado em dezembro, mês das festas e das crianças em casa, foi bastante desafiador. Como o meu corpo estava viciado em ‘gordices’, foi muito tentador passar por elas [festas de Natal, Ano Novo e confraternizações] sem cometer deslizes”.

Seguir uma dieta restritiva é mesmo algo complicado porque nem sempre é simples ou memso prático ter de preparar todos os alimentos permitidos no cardápio. Ainda há a rotina da família, que deve continuar. Nem todos em casa estão proibidos de comer carboidratos, por exemplo. “O mais complicado foi adequar a minha alimentação aos demais dentro de casa”, confessa Ana Carolina.

Vício em comida

Ainda era preciso sobreviver a outras tentações. Em muitos casos, é preciso manter a palavra e conseguir dizer “não”. “Meus colegas, sabendo que eu gostava de comer bem, ficavam toda hora me oferecendo coisas pra ver se eu ia resistir”. Ana Carolina detalha ainda sua situação como a de viciado. Ela era viciada em comidas gordurosas e besteiras e seu corpo estava sofrendo de abstinência ao tentar se enquadrar no cardápio da dieta. ” O cérebro pedia pizzas, lanches, pães e outras guloseimas. E eu só na proteína de cedo até a tarde. Desafiador”.

Mesmo com tantas restrições e obstáculos, ela diz que não deixou de ter a sua vida. “Não podia parar tudo por causa do tratamento. Não perdi passeios e tentava achar lugares que tivessem um cardápio dentro da dieta da Andressa, afinal, a vida continuava”.

Força para continuar

O resultado motivou Ana Carolina a não desistir de tudo. A mudança no cardápio gerou a inversão metabóloca e significou quilos a menos na balança. “Cada quilo eliminado me dava mais vontade de continuar”, diz ela, que agora se mantém na casa dos 72,5 kg.

E apesar de ter sido “tentada” pelos colegas, ela teve apoio e compreensão dentro de casa, o que ela também aponta como fundamental para o sucesso da dieta. “Sem apoio, encorajamento e amor dos meus, eu não teria conseguido”.

Acompanhamento

É sempre aconselhável ter um acompanhamento ao fazer uma dieta, e no caso de uma que tenha restrições alimentares, isso se torna ainda mais importante. Ao cortar alimentos, a pessoa pode eliminar nutrientes importantes para a saúde, por exemplo. Por isso é o nutricionista quem deve montar o cardápio de acordo com as necessidades e objetivos de cada paciente.

Para ajudar na avaliação, Andressa Reis faz uma lista com os exames que pede ter maiores detalhes sobre o paciente. “São exames de sangue, para descobrir a real causa da obesidade; exame de bioimpedância, para avaliar a composição corporal e ajudar no planejamento da dieta específica para cada organismo, e o exame de biorressonância, para identificar intolerâncias alimentares e deficiências de vitaminas e minerais”, explica a nutricionista. Com os resultados em mãos é possível montar o plano alimentar para o paciente.

Feito o plano, a dieta começa de fato. Segundo a especialista, o resultado depende do peso inicial do paciente, mas há casos de pessoas que eliminam de 7 a 12 kg em apenas um mês.

Pós-dieta

Passada a fase da restrição, o paciente faz uma reeducação alimentar. Isso fará com que se mantenha o peso ideal e não ocorra o efeito sanfona – quando se engorda novamente depois de uma dieta mais radical. É nesta fase que está Ana Carolina. “Hoje, depois do tratamento, continuo a seguir um cardápio preparado pela Andressa para suprir minhas necessidades e nutrir corretamente meu corpo”, comenta.

Fazer atividade física regular ajuda a turbinar os resultados da dieta

Fazer atividade física regular ajuda a turbinar os resultados da dieta

Foto: shutterstock

Lembra do vício em comida, dificuldade no começo da dieta para emagrecer? Ela diz ter conseguido superar. “Não sinto mais vontade das comidas antigas”. Para completar, Ana Carolina incluiu a atividade física na rotina. “Fiz da academia um estilo de vida. Estou acompanhando minhas mudanças musculares e pegando cada dia mais gosto”.

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